União arrecada R$ 239,38 bilhões em setembro; resultado tem alta real de 5,6% em um ano
Sem descontar a inflação, a alta foi de 10,5% sobre setembro de 2025. De janeiro a setembro, a União já recolheu R$ 2,32 trilhões.
A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 239,38 bilhões em setembro de 2026, segundo os dados abertos da Receita Federal. O valor inclui as receitas administradas pela Receita e as administradas por outros órgãos federais.
Na comparação com setembro de 2025, quando a arrecadação foi de R$ 216,73 bilhões, houve aumento de 5,6% em valores corrigidos pela inflação (IPCA de 4,58% em 12 meses). Sem a correção, a alta foi de 10,5%. Em relação a agosto, mês anterior, a arrecadação subiu de R$ 235,57 bilhões para R$ 239,38 bilhões; os valores variam bastante de um mês para o outro por causa do calendário de pagamento de alguns tributos, como o Imposto de Renda das empresas e a declaração das pessoas físicas.
No acumulado de 2026, a União já recolheu R$ 2,32 trilhões, alta real de 5,6% sobre o mesmo período do ano passado (alta de 10,2% sem descontar a inflação).
Os tributos que mais arrecadaram no mês foram a receita previdenciária (R$ 64,59 bilhões), o Imposto de Renda (R$ 63,35 bilhões) e a Cofins (R$ 39,79 bilhões).
Arrecadação por tributo
| Tributo | Set/26 | Set/25 | Variação real |
|---|---|---|---|
| Imposto de Renda (pessoas físicas, empresas e retido na fonte) | R$ 63,3 bi | R$ 61,0 bi | −0,8% |
| Receita previdenciária | R$ 64,6 bi | R$ 58,2 bi | +6,2% |
| Cofins | R$ 39,8 bi | R$ 37,7 bi | +1,0% |
| CSLL | R$ 10,7 bi | R$ 9,9 bi | +2,5% |
| PIS/Pasep | R$ 10,6 bi | R$ 10,2 bi | −0,3% |
| IPI | R$ 7,3 bi | R$ 7,3 bi | −4,1% |
| IOF | R$ 8,0 bi | R$ 8,5 bi | −9,1% |
| Imposto de Importação | R$ 9,8 bi | R$ 7,7 bi | +20,8% |
| Receitas administradas por outros órgãos | R$ 8,0 bi | R$ 6,0 bi | +26,3% |
| Demais receitas | R$ 17,3 bi | R$ 10,2 bi | +61,8% |
| Total | R$ 239,4 bi | R$ 216,7 bi | +5,6% |
O que isso muda para você
Quando a arrecadação cresce acima da inflação, em geral é sinal de economia mais aquecida, de mudanças nas regras dos tributos ou de pagamentos extraordinários. Para o cidadão, o resultado pesa no equilíbrio das contas do governo, que afeta os juros, o crédito e o espaço para cortes ou aumentos de impostos. Estados e municípios também recebem parte do Imposto de Renda e do IPI.
Sobre os dados
- Fonte: Receita Federal, dados abertos da arrecadação (arquivo “Arrecadação por estado”, conjunto Resultado da arrecadação no dados.gov.br), em reais correntes; o total é a soma de todos os tributos e de todas as UFs. Relatórios mensais da Receita: Arrecadação federal.
- Mês de referência: setembro de 2026. As variações reais, os acumulados e os grupos de tributos foram calculados pela redação, com o IPCA (IBGE, série 433 do SGS do Banco Central) para pôr os valores a preços do mês de referência, o mesmo critério da Receita. Pode haver pequena diferença em relação ao relatório oficial, e a Receita pode revisar os meses anteriores.
- Dados consultados em 01/11/2026, às 14:56 (horário de Brasília).
Matéria produzida automaticamente pela Redação Ritmo Econômico a partir de dados oficiais, sem interpretação de terceiros.
Fonte: Receita Federal (dados abertos) · atualizado em 01/11/2026, 14:56
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