Juros do cartão e do cheque especial
Veja quanto uma dívida no rotativo do cartão ou no cheque especial vira em alguns meses, com os limites da lei, e compare com o parcelamento e o crédito pessoal.
Digite o valor da dívida e os juros e toque em "Ver quanto a dívida vira".
Como o cálculo funciona
Sem pagamentos, a dívida cresce por juros compostos: a cada mês, os juros incidem sobre a dívida já com os juros anteriores. No rotativo do cartão, a lei limita o total de juros e encargos a 100% do valor original (Lei 14.690/2023, art. 28; Resolução CMN 5.112/2023): a calculadora mostra quando a dívida bateria esse teto. No cheque especial, o limite é de 8% ao mês nos juros (Resolução CMN 4.765/2019); taxas digitadas acima disso são trocadas pelo teto.
Na comparação, a mesma dívida é paga em parcelas fixas pela tabela Price, no mesmo prazo, com os juros do parcelamento da fatura (também sujeito ao limite de 100%) e do crédito pessoal. A conta não inclui IOF nem tarifas.
R$ 1.000,00 no rotativo a 15% ao mês: sem o limite da lei, em 12 meses virariam R$ 5.350,25; com o limite, param em R$ 2.000,00 (o teto é atingido no 5º mês). Parcelando em 12 vezes a 9% ao mês, seriam 12 de R$ 139,65 (R$ 1.675,80); num crédito pessoal a 6% ao mês, 12 de R$ 119,28 (R$ 1.431,36).
Perguntas frequentes
Existe limite para os juros do rotativo do cartão?
Sim. Desde janeiro de 2024, os juros e encargos do rotativo e do parcelamento da fatura, somados, não podem passar de 100% do valor original da dívida (Lei 14.690/2023, art. 28, e Resolução CMN 5.112/2023). Uma dívida de R$ 1.000 pode virar, no máximo, R$ 2.000.
E o cheque especial?
Os juros do cheque especial de pessoas físicas e MEIs são limitados a 8% ao mês (Resolução CMN 4.765/2019, art. 3º). Não há o limite de 100% do rotativo: a dívida continua crescendo enquanto não for paga, e 8% ao mês dão mais de 150% ao ano.
Qual a taxa média de juros hoje?
O Banco Central divulga todo mês as taxas médias do rotativo, do cartão parcelado, do cheque especial e do crédito pessoal. Veja a matéria mais recente do Ritmo Econômico com os números do mês. Cada banco cobra a sua taxa: a do seu contrato aparece na fatura e no extrato.
Como sair do rotativo?
Pague a fatura inteira se puder. Se não der, compare o parcelamento da fatura com um crédito pessoal ou consignado, que costumam ter juros menores, e olhe sempre o Custo Efetivo Total (CET). Evite pagar só o mínimo por vários meses e corte o uso do cartão até a dívida acabar.
A calculadora inclui IOF e tarifas?
Não. A conta usa só os juros, para comparar as linhas de crédito. Na prática, o IOF e eventuais encargos de atraso aumentam o custo (no rotativo, tudo isso também entra no limite de 100%).
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