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Spread dos bancos aumenta em setembro e vai a 21,61 pontos percentuais

Para as famílias, o spread ficou em 28,02 pontos percentuais e, para as empresas, em 8,11 pontos percentuais. A taxa média de juros de todo o crédito foi de 32,36% ao ano.

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A diferença entre os juros que os bancos cobram e o que eles pagam para captar recursos, o chamado spread, foi de 21,61 pontos percentuais em setembro de 2026, informou o Banco Central. O resultado representa alta de 0,46 ponto percentual em relação a agosto (21,15 pontos percentuais).

Na média de todo o crédito, a taxa de juros foi de 32,36% ao ano. Descontado o spread, sobra um custo de captação de cerca de 10,75% ao ano (conta da redação: taxa menos spread). Um ano antes, em setembro de 2025, o spread total era de 20,53 pontos percentuais, 1,08 ponto percentual abaixo do atual.

Por tipo de cliente e de recurso, os spreads foram: pessoas físicas, 28,02 pontos percentuais (taxa média de 38,53% ao ano), alta de 0,53 ponto percentual no mês; empresas, 8,11 pontos percentuais (taxa média de 19,36% ao ano), alta de 0,39 ponto percentual no mês; e crédito com recursos livres, 35,52 pontos percentuais (taxa média de 48,98% ao ano), alta de 0,83 ponto percentual no mês. O spread das famílias é maior porque inclui linhas caras e de mais risco, como o cartão e o cheque especial.

Spread bancário médio, total (pontos percentuais)Spread médio das novas operações de crédito de setembro de 2024 a setembro de 2026; último, 21,61 pontos percentuais.16 p.p.18 p.p.20 p.p.22 p.p.24 p.p.setembro de 2024: 18,28 pontos percentuaisoutubro de 2024: 18,28 pontos percentuaisnovembro de 2024: 18,43 pontos percentuaisdezembro de 2024: 17,62 pontos percentuaisjaneiro de 2025: 18,50 pontos percentuaisfevereiro de 2025: 19,52 pontos percentuaismarço de 2025: 19,55 pontos percentuaisabril de 2025: 20,20 pontos percentuaismaio de 2025: 20,51 pontos percentuaisjunho de 2025: 20,74 pontos percentuaisjulho de 2025: 20,57 pontos percentuaisagosto de 2025: 20,77 pontos percentuaissetembro de 2025: 20,53 pontos percentuaisoutubro de 2025: 20,90 pontos percentuaisnovembro de 2025: 21,23 pontos percentuaisdezembro de 2025: 20,87 pontos percentuaisjaneiro de 2026: 21,42 pontos percentuaisfevereiro de 2026: 21,81 pontos percentuaismarço de 2026: 21,54 pontos percentuaisabril de 2026: 22,07 pontos percentuaismaio de 2026: 21,64 pontos percentuaisjunho de 2026: 21,16 pontos percentuaisjulho de 2026: 20,85 pontos percentuaisagosto de 2026: 21,15 pontos percentuaissetembro de 2026: 21,61 pontos percentuais21,61 p.p.set/24set/25set/26
Spread bancário médio, total (pontos percentuais) · Fonte: Banco Central do Brasil (SGS 20783)

Spread e taxa por grupo

Spread médio e taxa média de juros ao ano das novas operações em setembro de 2026
GrupoSpreadTaxa médiaSpread em ago.Spread um ano antes
Total21,61 p.p.32,36%21,15 p.p.20,53 p.p.
Pessoas físicas28,02 p.p.38,53%27,49 p.p.25,93 p.p.
Empresas8,11 p.p.19,36%7,72 p.p.8,80 p.p.
Recursos livres35,52 p.p.48,98%34,69 p.p.32,10 p.p.

O que isso muda para você

O spread é o pedaço dos juros que não vem do custo do dinheiro: cobre o risco de calote, os impostos, os custos dos bancos e o lucro. Por isso, mesmo quando a Selic cai, os juros do crédito podem demorar a baixar se o spread não acompanhar.

Para o consumidor, a forma de pagar um spread menor é oferecer menos risco ao banco: linhas com garantia (consignado, financiamento de imóvel ou veículo) costumam ter juros bem mais baixos. Compare sempre o Custo Efetivo Total (CET) entre instituições.

Sobre os dados

  • Fonte: Banco Central do Brasil, Estatísticas monetárias e de crédito; spread médio das operações de crédito, séries do SGS 20783, 20785, 20784, 20786 (total, pessoas físicas, pessoas jurídicas e recursos livres, em pontos percentuais), e taxas médias de juros 20714, 20716, 20715, 20717 (% ao ano).
  • Mês de referência: setembro de 2026. Médias das novas contratações, ponderadas pelo valor. As diferenças e o custo de captação (taxa menos spread) foram calculados pela redação.
  • Dados consultados em 01/11/2026, às 14:56 (horário de Brasília).

Matéria produzida automaticamente pela Redação Ritmo Econômico a partir de dados oficiais, sem interpretação de terceiros.

Fonte: Banco Central do Brasil (SGS) · atualizado em 01/11/2026, 14:56

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