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O que é Spread bancário?

A diferença entre os juros que o banco cobra nos empréstimos e o que ele paga para captar o dinheiro. Inclui o lucro, a inadimplência, os impostos e os custos da operação.

Quando um banco empresta a 40% ao ano um dinheiro que capta a 12% ao ano, o spread é de 28 pontos percentuais. Dessa diferença saem a cobertura dos calotes, os impostos, os custos de pessoal e sistemas, os depósitos compulsórios e o lucro.

Como funciona

O spread varia muito conforme a linha de crédito: é menor nas operações com garantia (consignado, financiamento imobiliário, de veículos) e muito maior nas sem garantia (cartão de crédito rotativo, cheque especial, crédito pessoal). A Selic afeta o custo de captação, mas o spread pode subir mesmo com a Selic caindo, se a inadimplência aumentar.

Exemplo

Exemplo ilustrativo: se o CDI está em 10% ao ano e um banco cobra 25% ao ano num empréstimo pessoal, o spread dessa operação é de 15 pontos percentuais. No rotativo do cartão, a diferença para o custo de captação chega a centenas de pontos.

Por que importa para você

Procurar linhas com garantia, comparar o Custo Efetivo Total (CET) e manter o nome limpo ajudam a pagar um spread menor.

Onde acompanhar

Veja também no glossário

Fontes oficiais: Banco Central: taxas de juros

Perguntas frequentes

Por que o spread no Brasil é alto?

Os estudos do Banco Central apontam como principais componentes a inadimplência (o custo dos calotes), as despesas administrativas, os tributos e o compulsório, além da margem dos bancos. Linhas sem garantia, como o cartão, têm spread muito maior.

Como o spread é medido?

O Banco Central divulga todo mês o spread médio das operações de crédito, em pontos percentuais, para o total, pessoas físicas, empresas e cada modalidade, nas Estatísticas Monetárias e de Crédito.

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