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O que é Rotativo do cartão?

O crédito que entra quando você paga menos que o total da fatura do cartão. É uma das linhas mais caras do país e, por lei, os juros e encargos não podem passar de 100% do valor original da dívida.

Se a fatura vem com R$ 1.000 e você paga só uma parte, o restante vira um empréstimo automático: o crédito rotativo. Os juros são cobrados por dia sobre o saldo, além de IOF, e são muito maiores que os de um empréstimo pessoal ou do consignado.

Como funciona

O rotativo só pode durar até a próxima fatura. Se o cliente não paga o total de novo, o banco precisa oferecer o parcelamento do saldo. Pela Lei 14.690/2023, a soma dos juros e encargos do rotativo e do parcelamento da fatura fica limitada a 100% do valor original da dívida.

O pagamento mínimo da fatura não quita a dívida: só evita que o cartão fique em atraso.

Exemplo

Exemplo ilustrativo: numa fatura de R$ 1.000, quem paga R$ 200 fica com R$ 800 no rotativo. A uma taxa de 12% ao mês, a dívida passa a cerca de R$ 896 na fatura seguinte, mais IOF, antes de qualquer nova compra.

Por que importa para você

Se não der para pagar a fatura inteira, compare o parcelamento oferecido pelo banco com um empréstimo pessoal ou consignado mais barato, e evite repetir o rotativo.

Onde acompanhar

Veja também no glossário

Fontes oficiais: Lei 14.690/2023 (limite de 100%) · Banco Central: taxas de juros

Perguntas frequentes

Quanto tempo posso ficar no rotativo?

Pelas regras do Conselho Monetário Nacional, o saldo pode ficar no rotativo só até o vencimento da fatura seguinte. Depois disso, o banco tem de oferecer um parcelamento, em geral com juros menores que os do rotativo.

O que diz o limite de 100%?

A Lei 14.690/2023 (programa Desenrola), em vigor desde janeiro de 2024, determina que os juros e encargos do rotativo e do parcelamento da fatura não podem ultrapassar o valor original da dívida. Uma dívida de R$ 1.000 não pode gerar mais de R$ 1.000 em juros e encargos.

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