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Uso do cartão de crédito cresce 8,0% em um ano e soma R$ 279,0 bilhões em setembro

No rotativo, a linha mais cara, entraram R$ 37,3 bilhões no mês. A dívida total no cartão chegou a R$ 741,6 bilhões, segundo o Banco Central.

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As pessoas físicas movimentaram R$ 279,0 bilhões no cartão de crédito em setembro de 2026, somando compras à vista, parceladas pelo banco e o que foi para o rotativo, segundo as estatísticas de crédito do Banco Central. O valor representa alta de 8,0% em relação a setembro de 2025 e queda de 2,8% sobre agosto.

A maior parte ficou no cartão à vista, que não cobra juros quando a fatura é paga inteira: R$ 224,0 bilhões. No parcelado com juros do banco, as concessões somaram R$ 17,6 bilhões (alta de 8,4% em um ano), e no rotativo, quando a fatura não é paga inteira, R$ 37,3 bilhões (alta de 12,6% em um ano).

No fim de setembro, o saldo devido no cartão pelas pessoas físicas era de R$ 741,6 bilhões, alta de 12,3% em 12 meses. Desse total, R$ 97,8 bilhões (13,2%) estavam no rotativo e R$ 88,9 bilhões no parcelado.

Cartão rotativo: novas dívidas no mês (R$ bilhões)Concessões mensais do cartão de crédito rotativo para pessoas físicas de setembro de 2025 a setembro de 2026; última, R$ 37,3 bilhões.0204060setembro de 2025: R$ 33,2 bilhõesset/25outubro de 2025: R$ 33,8 bilhõesnovembro de 2025: R$ 34,9 bilhõesnov/25dezembro de 2025: R$ 36,0 bilhõesjaneiro de 2026: R$ 39,0 bilhõesjan/26fevereiro de 2026: R$ 35,8 bilhõesmarço de 2026: R$ 37,9 bilhõesmar/26abril de 2026: R$ 39,3 bilhõesmaio de 2026: R$ 39,5 bilhõesmai/26junho de 2026: R$ 39,0 bilhõesjulho de 2026: R$ 40,0 bilhõesjul/26agosto de 2026: R$ 41,1 bilhõessetembro de 2026: R$ 37,3 bilhões37,3set/26
Cartão rotativo: novas dívidas no mês (R$ bilhões) · Fonte: Banco Central do Brasil (SGS 20679)

Concessões e saldo por modalidade

Concessões no mês (valores usados no cartão)
Cartão (pessoas físicas)set/26ago/26set/25Variação em 1 ano
À vistaR$ 224,0 bilhõesR$ 228,4 bilhõesR$ 209,0 bilhões+7,2%
ParceladoR$ 17,6 bilhõesR$ 17,5 bilhõesR$ 16,2 bilhões+8,4%
RotativoR$ 37,3 bilhõesR$ 41,1 bilhõesR$ 33,2 bilhões+12,6%
TotalR$ 279,0 bilhõesR$ 287,1 bilhõesR$ 258,3 bilhões+8,0%
Saldo devido no fim do mês
Cartão (pessoas físicas)set/26ago/26set/25Variação em 1 ano
À vistaR$ 554,9 bilhõesR$ 558,7 bilhõesR$ 498,7 bilhões+11,3%
ParceladoR$ 88,9 bilhõesR$ 88,2 bilhõesR$ 81,1 bilhões+9,6%
RotativoR$ 97,8 bilhõesR$ 96,2 bilhõesR$ 80,5 bilhões+21,4%
TotalR$ 741,6 bilhõesR$ 743,1 bilhõesR$ 660,3 bilhões+12,3%

O que isso muda para você

O cartão à vista não cobra juros se a fatura for paga inteira até o vencimento. O problema começa no rotativo: quando só uma parte da fatura é paga, o restante vira dívida com uma das taxas mais altas do mercado.

Se a fatura não couber no orçamento, o banco só pode manter a dívida no rotativo até o vencimento seguinte; depois, precisa oferecer um parcelamento. Desde 2024, a lei limita juros e encargos do rotativo a 100% do valor original da dívida. Ainda assim, compare o Custo Efetivo Total (CET) do parcelamento da fatura com o de um crédito pessoal ou consignado antes de decidir.

Sobre os dados

  • Fonte: Banco Central do Brasil, Estatísticas monetárias e de crédito; séries do SGS de concessões (20681, 20680, 20679, 20682) e de saldo (20589, 20588, 20587, 20590) do cartão de crédito das pessoas físicas, recursos livres, em R$ milhões.
  • Conceitos: concessões são os valores novos de crédito no mês (no cartão à vista, as compras do mês); saldo é o total devido no fim do mês. Valores nominais, sem ajuste sazonal nem desconto da inflação. Mês de referência: setembro de 2026. As variações foram calculadas pela redação.
  • Dados consultados em 01/11/2026, às 14:55 (horário de Brasília).

Matéria produzida automaticamente pela Redação Ritmo Econômico a partir de dados oficiais, sem interpretação de terceiros.

Fonte: Banco Central do Brasil (SGS) · atualizado em 01/11/2026, 14:55

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