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Rotativo do cartão fica mais caro em setembro: 451,7% ao ano, diz o Banco Central

No cheque especial, a taxa média foi de 7,53% ao mês; no cartão parcelado, de 9,37% ao mês; no crédito pessoal sem consignação, de 6,42% ao mês.

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A taxa média de juros do cartão de crédito rotativo para pessoas físicas foi de 15,29% ao mês em setembro de 2026, alta de 0,11 ponto percentual em relação a agosto (15,18% ao mês), segundo as estatísticas de crédito do Banco Central. Em termos anuais, a taxa equivale a 451,71% ao ano.

Um ano antes, em setembro de 2025, o rotativo cobrava 15,23% ao mês (448,06% ao ano).

Nas outras linhas de crédito pesquisadas, as taxas médias foram: cartão de crédito parcelado, 9,37% ao mês (193,02% ao ano), alta de 0,03 ponto percentual no mês; cheque especial, 7,53% ao mês (139,02% ao ano), alta de 0,10 ponto percentual no mês; e crédito pessoal não consignado, 6,42% ao mês (110,94% ao ano), alta de 0,03 ponto percentual no mês.

Cartão de crédito rotativo: taxa média de juros (% ao mês)Taxa média mensal de juros do cartão rotativo para pessoas físicas de setembro de 2024 a setembro de 2026; última, 15,29% ao mês.14,8%15,0%15,2%15,4%15,6%setembro de 2024: 15,06% ao mêsoutubro de 2024: 15,07% ao mêsnovembro de 2024: 15,19% ao mêsdezembro de 2024: 15,29% ao mêsjaneiro de 2025: 15,28% ao mêsfevereiro de 2025: 15,36% ao mêsmarço de 2025: 15,39% ao mêsabril de 2025: 15,39% ao mêsmaio de 2025: 15,44% ao mêsjunho de 2025: 15,34% ao mêsjulho de 2025: 15,31% ao mêsagosto de 2025: 15,33% ao mêssetembro de 2025: 15,23% ao mêsoutubro de 2025: 15,21% ao mêsnovembro de 2025: 15,24% ao mêsdezembro de 2025: 15,13% ao mêsjaneiro de 2026: 14,90% ao mêsfevereiro de 2026: 15,13% ao mêsmarço de 2026: 14,96% ao mêsabril de 2026: 14,95% ao mêsmaio de 2026: 15,11% ao mêsjunho de 2026: 15,22% ao mêsjulho de 2026: 15,02% ao mêsagosto de 2026: 15,18% ao mêssetembro de 2026: 15,29% ao mês15,29%set/24set/25set/26
Cartão de crédito rotativo: taxa média de juros (% ao mês) · Fonte: Banco Central do Brasil (SGS 25477)

As taxas linha por linha

Taxas médias das novas operações com pessoas físicas em setembro de 2026 (recursos livres)
Linha de créditoAo mêsAo anoAo mês em ago.Um ano antesR$ 1.000 em 12 meses*
Cartão rotativo15,29%451,71%15,18%15,23%R$ 5.517,10
Cartão parcelado9,37%193,02%9,34%9,05%R$ 2.930,20
Cheque especial7,53%139,02%7,43%7,60%R$ 2.390,20
Crédito pessoal6,42%110,94%6,39%5,99%R$ 2.109,40

*Dívida de R$ 1.000 corrigida pela taxa média ao ano, sem pagamentos, IOF ou tarifas; conta só para comparar o custo das linhas. No rotativo, a lei limita o total de juros e encargos (veja abaixo).

O que isso muda para você

Pela taxa média de setembro, uma dívida de R$ 1.000,00 que ficasse 12 meses rodando no rotativo, sem nenhum pagamento, viraria R$ 5.517,10. Na prática, isso não acontece mais: desde janeiro de 2024, a Lei 14.690/2023 limita os juros e encargos do rotativo a 100% do valor original da dívida, ou seja, R$ 1.000,00 podem virar no máximo R$ 2.000,00. Além disso, o banco só pode manter a dívida no rotativo até o vencimento da fatura seguinte; depois, precisa oferecer um parcelamento, em geral com juros menores.

Mesmo com o limite, o rotativo e o cheque especial continuam entre as linhas de crédito mais caras do país. O cheque especial tem teto de 8% ao mês, definido pelo Conselho Monetário Nacional. Se a fatura não couber no orçamento, troque a dívida por uma mais barata, como o crédito pessoal ou o consignado, e compare o Custo Efetivo Total (CET) antes de contratar.

Sobre os dados

  • Fonte: Banco Central do Brasil, Estatísticas monetárias e de crédito; taxas médias de juros das operações com recursos livres para pessoas físicas, séries do SGS: rotativo 25477 e 22022, parcelado 25478 e 22023, cheque especial 25463 e 20741, crédito pessoal não consignado 25464 e 20742 (ao mês e ao ano).
  • Mês de referência: setembro de 2026. As taxas são médias das novas contratações, ponderadas pelo valor; cada banco cobra a sua. A simulação da dívida foi feita pela redação.
  • Dados consultados em 01/11/2026, às 13:11 (horário de Brasília).

Matéria produzida automaticamente pela Redação Ritmo Econômico a partir de dados oficiais, sem interpretação de terceiros.

Fonte: Banco Central do Brasil (SGS) · atualizado em 01/11/2026, 13:11

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