Bancos emprestam R$ 747,1 bilhões em setembro, alta de 6,7% em um ano
Pessoas físicas tomaram R$ 393,4 bilhões e empresas, R$ 353,7 bilhões, segundo o Banco Central. O saldo de crédito do país cresceu 8,6% em 12 meses, para R$ 7,44 trilhões.
Bancos e financeiras liberaram R$ 747,1 bilhões em crédito novo em setembro de 2026, informou o Banco Central. O valor representa alta de 6,7% sobre o mesmo mês de 2025 e alta de 1,5% em relação a agosto.
As pessoas físicas receberam R$ 393,4 bilhões (alta de 3,9% em um ano) e as empresas, R$ 353,7 bilhões (alta de 10,0%). Pela origem do dinheiro, R$ 674,1 bilhões foram de recursos livres, em que o banco define as condições, e R$ 73,1 bilhões de recursos direcionados, como o crédito imobiliário, o rural e o do BNDES, com regras e taxas definidas pelo governo.
O saldo da carteira de crédito, que soma tudo o que está emprestado, terminou setembro em R$ 7,44 trilhões, alta de 8,6% em 12 meses: R$ 4,68 trilhões com pessoas físicas e R$ 2,76 trilhões com empresas. No acumulado de janeiro a setembro, as concessões somam R$ 6,36 trilhões, alta de 11,0% sobre o mesmo período de 2025.
Concessões e saldo, por tipo de cliente e de recurso
| Concessões no mês | set/26 | ago/26 | set/25 | Variação em 1 ano |
|---|---|---|---|---|
| Pessoas físicas | R$ 393,4 bilhões | R$ 398,4 bilhões | R$ 378,6 bilhões | +3,9% |
| Empresas | R$ 353,7 bilhões | R$ 337,8 bilhões | R$ 321,5 bilhões | +10,0% |
| Recursos livres | R$ 674,1 bilhões | R$ 651,7 bilhões | R$ 611,1 bilhões | +10,3% |
| Recursos direcionados | R$ 73,1 bilhões | R$ 84,4 bilhões | R$ 88,9 bilhões | −17,8% |
| Total | R$ 747,1 bilhões | R$ 736,2 bilhões | R$ 700,1 bilhões | +6,7% |
| Saldo no fim do mês | set/26 | ago/26 | set/25 | Variação em 1 ano |
|---|---|---|---|---|
| Pessoas físicas | R$ 4,68 trilhões | R$ 4,68 trilhões | R$ 4,26 trilhões | +9,9% |
| Empresas | R$ 2,76 trilhões | R$ 2,73 trilhões | R$ 2,59 trilhões | +6,5% |
| Recursos livres | R$ 4,19 trilhões | R$ 4,15 trilhões | R$ 3,93 trilhões | +6,5% |
| Recursos direcionados | R$ 3,26 trilhões | R$ 3,26 trilhões | R$ 2,92 trilhões | +11,5% |
| Total | R$ 7,44 trilhões | R$ 7,41 trilhões | R$ 6,85 trilhões | +8,6% |
O que isso muda para você
Mais crédito circulando costuma acompanhar consumo e investimento mais fortes, mas também significa famílias e empresas mais endividadas. O ritmo depende muito dos juros: com a Selic alta, o crédito fica mais caro e os bancos ficam mais seletivos.
Para quem precisa de empréstimo, o caminho é comparar o Custo Efetivo Total (CET) entre instituições e preferir as linhas mais baratas, como o consignado e os financiamentos com garantia, às mais caras, como o rotativo do cartão e o cheque especial.
Sobre os dados
- Fonte: Banco Central do Brasil, Estatísticas monetárias e de crédito; séries do SGS de concessões (total 20631, pessoas físicas 20633, pessoas jurídicas 20632, livres 20634, direcionados 20685) e de saldo (total 20539, pessoas físicas 20541, pessoas jurídicas 20540, livres 20542, direcionados 20593), em R$ milhões.
- Conceitos: concessões são os valores de novos empréstimos e financiamentos liberados no mês; saldo é o total emprestado e ainda não pago no fim do mês. Valores nominais, sem ajuste sazonal nem desconto da inflação. Mês de referência: setembro de 2026. As variações foram calculadas pela redação.
- Dados consultados em 01/11/2026, às 14:55 (horário de Brasília).
Matéria produzida automaticamente pela Redação Ritmo Econômico a partir de dados oficiais, sem interpretação de terceiros.
Fonte: Banco Central do Brasil (SGS) · atualizado em 01/11/2026, 14:55
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