O que o Brasil mais vendeu em setembro: petróleo bruto lidera, com US$ 6,50 bilhões
Os 10 principais produtos somaram US$ 19,53 bilhões, 57% de tudo o que o país exportou no mês (US$ 34,42 bilhões, +12,9% sobre setembro de 2025).
Petróleo bruto foi o produto que mais rendeu dólares ao Brasil em setembro de 2026: US$ 6,50 bilhões, 18,9% das exportações do mês (alta de 77,3% sobre setembro de 2025), segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Em seguida vieram soja em grão (US$ 3,47 bilhões) e minério de ferro (US$ 2,02 bilhões).
Entre os 20 maiores produtos, o maior ganho em dólares contra setembro de 2025 foi o de petróleo bruto: mais US$ 2,83 bilhões (+77,3%). Em toneladas, o volume embarcado cresceu 42,2%. A maior perda foi a de carne bovina congelada: menos US$ 601,0 milhões (−38,5%). O volume, medido em toneladas, caiu 43,6%.
De janeiro a setembro, o país exportou US$ 284,65 bilhões (+10,4% sobre o mesmo período de 2025). No ano, petróleo bruto soma US$ 43,01 bilhões (+28,6%).
Os 10 produtos mais exportados
| Produto | Set/26 | Variação sobre set/25 | Fatia do total | No ano (jan. a set.) |
|---|---|---|---|---|
| 1. Petróleo bruto | US$ 6,50 bilhões | +77,3% | 18,9% | US$ 43,01 bilhões |
| 2. Soja em grão | US$ 3,47 bilhões | +11,9% | 10,1% | US$ 42,90 bilhões |
| 3. Minério de ferro | US$ 2,02 bilhões | −20,5% | 5,9% | US$ 20,13 bilhões |
| 4. Café | US$ 1,30 bilhões | +8,8% | 3,8% | US$ 9,21 bilhões |
| 5. Milho | US$ 1,25 bilhões | −17,0% | 3,6% | US$ 4,44 bilhões |
| 6. Óleos combustíveis (derivados de petróleo) | US$ 1,18 bilhões | +39,1% | 3,4% | US$ 10,53 bilhões |
| 7. Farelo de soja | US$ 971,6 milhões | +48,4% | 2,8% | US$ 7,19 bilhões |
| 8. Açúcar | US$ 968,6 milhões | −24,9% | 2,8% | US$ 7,37 bilhões |
| 9. Carne bovina congelada | US$ 959,6 milhões | −38,5% | 2,8% | US$ 11,09 bilhões |
| 10. Celulose | US$ 909,1 milhões | +33,0% | 2,6% | US$ 7,13 bilhões |
O que isso muda para você
O desempenho das exportações ajuda a explicar o dólar e o preço dos alimentos: com mais vendas lá fora, entram mais dólares e o câmbio tende a ceder, mas a disputa pelo mesmo produto entre o mercado externo e o interno pode encarecer itens como carne, café e açúcar no supermercado. Para quem trabalha no agronegócio, na mineração ou na indústria exportadora, a variação da pauta mexe diretamente com emprego e renda.
Sobre os dados
- Fonte: Secex/MDIC, Comex Stat (estatísticas oficiais de comércio exterior), pela API pública do Comex Stat; exportações por posição SH4 do Sistema Harmonizado, valor FOB em dólares e peso líquido. Base atualizada pela Secex em 06/10/2026.
- Mês de referência: setembro de 2026. Nomes curtos dos produtos adaptados pela redação a partir da descrição oficial; fatias, variações e totais calculados pela redação. A Secex pode revisar os números.
- Dados consultados em 01/11/2026, às 14:55 (horário de Brasília).
Matéria produzida automaticamente pela Redação Ritmo Econômico a partir de dados oficiais, sem interpretação de terceiros.
Fonte: Secex/MDIC (Comex Stat) · atualizado em 01/11/2026, 14:55
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