Alimentos sobem 0,83% em setembro; limão sobe 46,42% e pimentão cai 10,95%
Comer em casa ficou 0,96% mais caro no mês; comer fora, +0,48%. Veja os itens que mais subiram e mais caíram no IPCA.
Os preços de alimentação e bebidas tiveram alta de 0,83% em setembro de 2026, depois da queda de 0,34% em agosto, segundo o IPCA, a inflação oficial medida pelo IBGE. O grupo pesa 21,51% no orçamento considerado pelo índice e respondeu por 0,18 ponto percentual do IPCA do mês, que foi de 0,82%.
A alimentação no domicílio, que reúne o que se compra no supermercado e na feira, subiu 0,96% no mês e acumula alta de 4,21% em 12 meses. A alimentação fora de casa (refeição, lanche, cafezinho) subiu 0,48% no mês e acumula alta de 5,79% em 12 meses.
Em 12 meses, o grupo alimentação e bebidas acumula alta de 4,66%, contra 3,53% até agosto; o IPCA geral, 4,58%. No ano, de janeiro a setembro, o grupo tem alta de 4,37%.
O que mais subiu e o que mais caiu
Entre os 168 subitens de alimentação e bebidas pesquisados no mês, 91 ficaram mais caros e 76 mais baratos. As maiores altas foram de limão (+46,42%), tomate (+37,76%), abobrinha (+29,82%), batata-inglesa (+24,07%) e cebola (+10,14%).
Na outra ponta, as maiores quedas foram de pimentão (−10,95%), manga (−9,62%), peixe dourada (−9,06%), melancia (−8,11%) e mamão (−6,59%).
Como cada produto tem um peso diferente no orçamento, o que mais pesa no bolso nem sempre é o que mais subiu. Os maiores impactos para cima no IPCA do mês vieram de tomate (0,08 ponto percentual) e batata-inglesa (0,04 ponto percentual); para baixo, de frango em pedaços (0,01 ponto percentual) e manga (0,01 ponto percentual).
Resumo do mês
| Período | Alimentação e bebidas | No domicílio | Fora do domicílio | IPCA geral |
|---|---|---|---|---|
| Setembro de 2026 | +0,83% | +0,96% | +0,48% | +0,82% |
| 12 meses até setembro | +4,66% | +4,21% | +5,79% | +4,58% |
Itens do grupo
| Item | Em setembro | 12 meses |
|---|---|---|
| Tubérculos, raízes e legumes | +18,92% | +48,29% |
| Cereais, leguminosas e oleaginosas | +2,53% | +4,54% |
| Óleos e gorduras | +0,91% | −2,68% |
| Sal e condimentos | +0,88% | −0,05% |
| Carnes | +0,63% | +9,83% |
| Alimentação fora do domicílio | +0,48% | +5,79% |
| Enlatados e conservas | +0,42% | +4,25% |
| Açúcares e derivados | +0,28% | +0,49% |
| Panificados | +0,23% | +3,26% |
| Farinhas, féculas e massas | +0,01% | +1,22% |
| Leites e derivados | −0,07% | +6,32% |
| Carnes e peixes industrializados | −0,09% | +0,11% |
| Bebidas e infusões | −0,26% | −3,91% |
| Hortaliças e verduras | −0,27% | +11,18% |
| Pescados | −0,95% | +2,49% |
| Frutas | −1,12% | −0,49% |
| Aves e ovos | −1,66% | −5,60% |
O que isso muda para você
Para o orçamento da casa, vale olhar os itens da lista: produtos frescos como frutas, legumes e verduras mudam muito de preço de um mês para o outro, por causa do clima e da safra, enquanto industrializados costumam variar menos. Trocar o que disparou por algo parecido e pesquisar preços faz diferença no fim do mês.
Sobre os dados
- Fonte: IBGE, Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA); tabela 7060 do Sidra/IBGE (variação mensal, no ano, em 12 meses e peso de grupos, itens e subitens); o índice geral foi conferido com a série 433 do SGS do Banco Central.
- Mês de referência: setembro de 2026. Subitens sem coleta no mês ficam de fora das listas. Impacto = variação do subitem × peso no IPCA ÷ 100, em pontos percentuais (cálculo da redação).
- Dados consultados em 01/11/2026, às 14:46 (horário de Brasília).
Matéria produzida automaticamente pela Redação Ritmo Econômico a partir de dados oficiais, sem interpretação de terceiros.
Fonte: IBGE (IPCA) · atualizado em 01/11/2026, 14:46
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