Contas públicas têm déficit de R$ 5,5 bilhões em setembro; dívida bruta vai a 82,9% do PIB
Em 12 meses, o resultado primário do setor público consolidado é um déficit de 0,52% do PIB. A dívida líquida chegou a 69,98% do PIB.
O setor público consolidado, que reúne o governo federal, os estados, os municípios e as empresas estatais (sem Petrobras e Eletrobras), registrou déficit de R$ 5,50 bilhões nas contas primárias em setembro de 2026, segundo as Estatísticas Fiscais do Banco Central. O resultado primário é a diferença entre receitas e despesas sem contar os juros da dívida.
Em setembro de 2025, o resultado tinha sido um déficit de R$ 17,45 bilhões. Considerando só o governo federal e o Banco Central, o resultado do mês foi superávit de R$ 3,47 bilhões, contra déficit de R$ 14,94 bilhões um ano antes.
De janeiro a setembro, o setor público acumula déficit de R$ 94,34 bilhões, ante déficit de R$ 79,24 bilhões nos mesmos meses de 2025. Em 12 meses, o resultado é um déficit de R$ 70,12 bilhões, ou 0,52% do PIB; um ano antes, o acumulado em 12 meses era um déficit de 0,27% do PIB. No governo federal com o Banco Central, o acumulado em 12 meses é um déficit de 0,39% do PIB.
A dívida pública
O indicador de dívida mais acompanhado, a dívida bruta do governo geral, chegou a 82,93% do PIB, alta de 0,06 ponto percentual no mês e de 5,09 pontos percentuais em 12 meses. Já a dívida líquida do setor público, que abate os créditos e as reservas do governo, está em 69,98% do PIB, contra 64,57% do PIB em setembro de 2025.
Os números do mês
| Indicador | set/26 | set/25 |
|---|---|---|
| Resultado primário do mês, setor público | −R$ 5,5 bi | −R$ 17,5 bi |
| Resultado primário do mês, governo federal e BC | R$ 3,5 bi | −R$ 14,9 bi |
| Acumulado no ano (jan. a set.) | −R$ 94,3 bi | −R$ 79,2 bi |
| Acumulado em 12 meses, setor público (% do PIB) | −0,52% | −0,27% |
| Dívida bruta do governo geral (% do PIB) | 82,93% | 77,84% |
| Dívida líquida do setor público (% do PIB) | 69,98% | 64,57% |
O que isso muda para você
O resultado das contas públicas influencia os juros que você paga: déficits seguidos aumentam a dívida e a desconfiança sobre a capacidade de pagamento do governo, o que tende a elevar as taxas dos títulos públicos, do crédito e dos financiamentos. Superávits ajudam a estabilizar a dívida e abrem espaço para juros mais baixos.
Sobre os dados
- Fonte: Banco Central, Estatísticas Fiscais, séries do Sistema Gerenciador de Séries Temporais (SGS): 4649, 4639, 5793, 5783, 13762, 4513 (NFSP sem desvalorização cambial; o sinal foi invertido para mostrar superávit como positivo).
- Mês de referência: setembro de 2026. Os valores em reais são correntes; o acumulado no ano e em 12 meses em reais foi somado pela redação a partir dos resultados mensais oficiais. O critério do Banco Central (“abaixo da linha”) pode diferir do resultado divulgado pelo Tesouro Nacional.
- Dados consultados em 01/11/2026, às 14:40 (horário de Brasília).
Matéria produzida automaticamente pela Redação Ritmo Econômico a partir de dados oficiais, sem interpretação de terceiros.
Fonte: Banco Central (Estatísticas Fiscais, SGS) · atualizado em 01/11/2026, 14:40
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