O que é Resultado primário?
A diferença entre o que o governo arrecada e o que gasta, sem contar os juros da dívida. Quando sobra dinheiro, há superávit primário; quando falta, déficit primário.
O resultado primário mostra se o governo consegue pagar as próprias despesas (salários, aposentadorias, saúde, educação, investimentos) com o que arrecada em impostos e contribuições. Os juros ficam de fora porque dependem da dívida acumulada e da Selic, e não das escolhas do ano.
Como funciona
O Banco Central divulga todo mês o resultado do setor público consolidado (governo federal, estados, municípios e estatais), pelo critério “abaixo da linha”, que mede a variação da dívida. O Tesouro Nacional divulga o resultado do governo central pelo critério “acima da linha”, com receitas e despesas.
Exemplo
Exemplo ilustrativo: se em um ano o governo arrecada R$ 2,5 trilhões e gasta R$ 2,45 trilhões sem contar juros, o superávit primário é de R$ 50 bilhões. Se os juros da dívida no ano forem de R$ 700 bilhões, o resultado nominal é um déficit de R$ 650 bilhões.
Por que importa para você
O resultado primário mostra se a dívida pública tende a subir ou a cair. Contas no vermelho por muito tempo costumam levar a juros mais altos e a um dólar mais caro.
Onde acompanhar
Veja também no glossário
Fontes oficiais: Lei Complementar 200/2023 (regime fiscal) · Banco Central: estatísticas fiscais
Perguntas frequentes
O que é a meta de resultado primário?
É o resultado que o governo se compromete a entregar no ano, fixado na Lei de Diretrizes Orçamentárias. Pelo regime fiscal da Lei Complementar 200/2023 (o arcabouço fiscal), a meta tem um intervalo de tolerância, e o descumprimento limita o crescimento das despesas nos anos seguintes.
Qual a diferença entre resultado primário e nominal?
O nominal inclui os juros da dívida. Um país pode ter superávit primário e, mesmo assim, déficit nominal, se os juros pagos forem maiores que a sobra das contas.
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