O que é TR?
Taxa calculada pelo Banco Central que entra no rendimento da poupança e do FGTS e na correção de alguns financiamentos imobiliários. Muitas vezes fica perto de zero.
TR = Taxa Referencial
A TR foi criada pela Lei 8.177/1991, no começo dos anos 1990, para servir de referência de juros num período de inflação alta. Hoje ela é calculada pelo Banco Central a partir da Taxa Básica Financeira (TBF), que reflete os juros dos títulos prefixados, com a aplicação de um redutor definido pelo Conselho Monetário Nacional. Há uma TR para cada dia do mês, usada nos depósitos com aniversário naquele dia.
Como funciona
A TR é somada (na verdade, multiplicada) a outras taxas. Na poupança, o rendimento do mês é a taxa básica (0,5% ou 70% da Selic) combinada com a TR. No FGTS, a correção é de 3% ao ano mais a TR (Lei 8.036/1990, art. 13).
Exemplo
Exemplo ilustrativo: com a poupança na regra de 0,5% ao mês e a TR em 0,15%, o rendimento do mês é (1,005 × 1,0015 − 1) = 0,6508%. Se a TR fosse zero, ficaria em 0,50%.
Por que importa para você
A TR explica por que a poupança e o FGTS rendem um pouco mais ou menos em cada mês, e por que o saldo devedor de alguns financiamentos imobiliários sobe mesmo depois de você pagar a parcela.
Onde acompanhar
Veja também no glossário
Fontes oficiais: Lei 8.177/1991 (cria a TR)
Perguntas frequentes
Por que a TR fica zerada às vezes?
A fórmula usa os juros dos títulos prefixados e um redutor definido pelo Conselho Monetário Nacional. Quando os juros estão mais baixos, o redutor zera a TR; com juros mais altos, ela fica positiva, mas costuma ser bem menor que a inflação.
Onde a TR aparece no meu dia a dia?
No rendimento da poupança (que é 0,5% ao mês ou 70% da Selic, mais a TR), no FGTS (3% ao ano mais a TR, mais a distribuição de lucros) e na correção do saldo devedor de financiamentos habitacionais com TR no contrato.
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