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Dívida das famílias com os bancos chega a 50,1% da renda anual em agosto

O pagamento de juros e parcelas consome 29,0% da renda mensal das famílias, segundo o Banco Central. Sem o financiamento da casa própria, a dívida equivale a 31,0% da renda.

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O endividamento das famílias brasileiras com bancos e outras instituições do Sistema Financeiro Nacional subiu de 49,9% em julho para 50,1% em agosto de 2026, na comparação com a renda acumulada em 12 meses, segundo o Banco Central. Um ano antes, em agosto de 2025, o indicador estava em 48,9%.

Sem contar o crédito habitacional (o financiamento da casa própria, de prazo longo), o endividamento ficou em 31,0% da renda, contra 30,9% no mês anterior.

Já o comprometimento da renda, que mostra quanto do dinheiro que entra todo mês vai para pagar juros e amortizações das dívidas, subiu 0,2 ponto percentual, para 29,0% em agosto, com ajuste sazonal. Sem o crédito habitacional, a parcela é de 26,7%. Em agosto de 2025, o comprometimento total era de 27,6%.

Endividamento das famílias com o sistema financeiro (% da renda de 12 meses)Endividamento das famílias com o sistema financeiro (% da renda de 12 meses). Último valor: 50,1%.47%48%49%50%51%agosto de 2024: 48,1% da renda de 12 mesessetembro de 2024: 48,1% da renda de 12 mesesoutubro de 2024: 48,2% da renda de 12 mesesnovembro de 2024: 48,3% da renda de 12 mesesdezembro de 2024: 48,5% da renda de 12 mesesjaneiro de 2025: 48,6% da renda de 12 mesesfevereiro de 2025: 48,6% da renda de 12 mesesmarço de 2025: 48,9% da renda de 12 mesesabril de 2025: 48,9% da renda de 12 mesesmaio de 2025: 48,9% da renda de 12 mesesjunho de 2025: 48,8% da renda de 12 mesesjulho de 2025: 48,8% da renda de 12 mesesagosto de 2025: 48,9% da renda de 12 mesessetembro de 2025: 49,1% da renda de 12 mesesoutubro de 2025: 49,5% da renda de 12 mesesnovembro de 2025: 49,6% da renda de 12 mesesdezembro de 2025: 49,7% da renda de 12 mesesjaneiro de 2026: 49,9% da renda de 12 mesesfevereiro de 2026: 49,8% da renda de 12 mesesmarço de 2026: 49,9% da renda de 12 mesesabril de 2026: 49,9% da renda de 12 mesesmaio de 2026: 49,8% da renda de 12 mesesjunho de 2026: 49,7% da renda de 12 mesesjulho de 2026: 49,9% da renda de 12 mesesagosto de 2026: 50,1% da renda de 12 meses50,1%ago/24ago/25ago/26
Endividamento das famílias com o sistema financeiro (% da renda de 12 meses) · Fonte: Banco Central do Brasil (SGS 29037)

Os números do mês

Endividamento (% da renda de 12 meses) e comprometimento da renda com o pagamento das dívidas (% da renda mensal, com ajuste sazonal)
IndicadorAgo/26Jul/26Ago/25
Endividamento (total)50,1%49,9%48,9%
Endividamento sem crédito habitacional31,0%30,9%30,6%
Comprometimento da renda (total)29,0%28,8%27,6%
Comprometimento sem crédito habitacional26,7%26,5%25,4%

O que isso muda para você

Na média, de cada R$ 100 que as famílias recebem por mês, cerca de R$ 29 vão para pagar parcelas e juros de empréstimos, financiamentos e cartão. É uma média de todo o país: a situação de cada família pode ser bem diferente. Antes de assumir uma parcela nova, vale somar todas as prestações que já existem e comparar com a renda do mês; e, entre pagar à vista com desconto ou parcelar, fazer a conta de quanto custam os juros.

Sobre os dados

  • Fonte: Banco Central do Brasil, Estatísticas monetárias e de crédito; séries do SGS: 29037 (Endividamento das famílias com o Sistema Financeiro Nacional em relação à renda acumulada dos últimos doze meses (RNDBF)); 29038 (Endividamento das famílias com o Sistema Financeiro Nacional exceto crédito habitacional em relação à renda acumulada dos últimos 12 meses (RNDBF)); 29034 (Comprometimento de renda das famílias com o serviço da dívida com o Sistema Financeiro Nacional - Com ajuste sazonal (RNDBF)); 29035 (Comprometimento de renda das famílias com o serviço da dívida com o Sistema Financeiro Nacional exceto crédito habitacional - Com ajuste sazonal (RNDBF)).
  • Mês de referência: agosto de 2026. RNDBF = renda nacional disponível bruta das famílias, estimada pelo Banco Central.
  • Dados consultados em 01/11/2026, às 13:17 (horário de Brasília).

Matéria produzida automaticamente pela Redação Ritmo Econômico a partir de dados oficiais, sem interpretação de terceiros.

Fonte: Banco Central do Brasil (SGS) · atualizado em 01/11/2026, 13:17

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