Trabalho informal se mantém em 37,5% dos ocupados; são 38,8 milhões de pessoas
Um ano antes, a taxa era de 37,8%. O país tem 13,7 milhões de empregados no setor privado sem carteira assinada e 18,9 milhões trabalhando por conta própria sem CNPJ.
A taxa de informalidade no Brasil ficou em 37,5% da população ocupada no trimestre de julho, agosto e setembro de 2026, praticamente estável em relação ao trimestre de abril, maio e junho de 2026 (37,4%; na conta do IBGE, feita com mais casas decimais, a diferença ficou abaixo de 0,1 ponto percentual), segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE.
Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado (julho, agosto e setembro de 2025), quando a taxa era de 37,8%, a queda é de 0,4 ponto percentual (diferença calculada pelo IBGE com mais casas decimais do que as das taxas mostradas aqui). No total, eram 38,8 milhões de trabalhadores informais, 71 mil a mais do que um ano antes.
O maior grupo de informais é o dos trabalhadores por conta própria sem CNPJ, com 18,9 milhões de pessoas. Em seguida vêm os empregados do setor privado sem carteira assinada (13,7 milhões, 169 mil a mais no trimestre) e os trabalhadores domésticos sem carteira (4,1 milhões). Já o emprego com carteira no setor privado somou 39,4 milhões, 6 mil a menos do que três meses antes.
Comparação com os trimestres anteriores
| Indicador | jul-ago-set/26 | abr-mai-jun/26 | jul-ago-set/25 |
|---|---|---|---|
| Taxa de informalidade | 37,5% | 37,4% | 37,8% |
| Ocupados informais | 38,8 milhões | 38,6 milhões | 38,7 milhões |
| Empregados do setor privado sem carteira | 13,7 milhões | 13,6 milhões | 13,5 milhões |
| Trabalhadores domésticos sem carteira | 4,1 milhões | 4,1 milhões | 4,2 milhões |
| Conta própria sem CNPJ | 18,9 milhões | 18,9 milhões | 19,0 milhões |
| Empregadores sem CNPJ | 790 mil | 787 mil | 838 mil |
| Trabalhadores familiares auxiliares | 1,3 milhões | 1,2 milhões | 1,2 milhões |
| Empregados do setor privado com carteira | 39,4 milhões | 39,4 milhões | 39,2 milhões |
| Total de ocupados | 103,6 milhões | 103,1 milhões | 102,4 milhões |
O que isso muda para você
Quem trabalha na informalidade não tem os direitos da carteira assinada, como férias pagas, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego, e muitas vezes não contribui para a Previdência, o que pesa na aposentadoria e no auxílio em caso de doença. Para o IBGE, são informais os empregados do setor privado e os trabalhadores domésticos sem carteira, os empregadores e os trabalhadores por conta própria sem CNPJ e quem ajuda a família no trabalho sem receber. Para quem trabalha por conta própria, formalizar-se como MEI dá CNPJ e acesso à Previdência com uma contribuição mensal fixa.
Sobre os dados
- Fonte: IBGE, PNAD Contínua mensal: tabela 8513 do Sidra (taxa de informalidade), tabela 8501 (ocupados por situação de informalidade) e tabela 6320 (ocupados por posição na ocupação), em mil pessoas. A taxa foi conferida com informais ÷ ocupados, e o total de informais com a soma dos cinco grupos.
- Trimestre móvel de referência: julho, agosto e setembro de 2026. Comparações com o trimestre de abril, maio e junho de 2026 (o anterior sem meses em comum, como faz o IBGE) e com o de julho, agosto e setembro de 2025.
- Dados consultados em 01/11/2026, às 14:49 (horário de Brasília).
Matéria produzida automaticamente pela Redação Ritmo Econômico a partir de dados oficiais, sem interpretação de terceiros.
Fonte: IBGE (PNAD Contínua) · atualizado em 01/11/2026, 14:49
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