Financiar carro fica um pouco mais barato em setembro: juro médio cai para 26,2% ao ano
No financiamento imobiliário, a taxa média foi de 14,20% ao ano nas linhas com taxas de mercado e de 10,94% ao ano nas reguladas. Veja quanto fica a parcela de um carro de R$ 60.000.
A taxa média de juros do financiamento de veículos para pessoas físicas foi de 1,96% ao mês em setembro de 2026, queda de 0,01 ponto percentual em relação a agosto (1,97% ao mês), segundo as estatísticas de crédito do Banco Central. Em termos anuais, a taxa equivale a 26,18% ao ano.
No financiamento imobiliário, a taxa média de todas as novas operações com pessoas físicas ficou em 11,31% ao ano (0,90% ao mês), alta de 0,03 ponto percentual sobre agosto. Nas linhas com taxas de mercado, a média foi de 14,20% ao ano; nas linhas com taxas reguladas, que incluem o Sistema Financeiro da Habitação e programas como o Minha Casa, Minha Vida, de 10,94% ao ano.
Um ano antes, em setembro de 2025, o financiamento de veículos cobrava 2,03% ao mês (27,30% ao ano) e o imobiliário, 10,37% ao ano.
As taxas linha por linha
| Linha de crédito | Ao mês | Ao ano | Ao mês em ago. | Um ano antes (ao mês) |
|---|---|---|---|---|
| Veículos | 1,96% | 26,18% | 1,97% | 2,03% |
| Imóvel (total) | 0,90% | 11,31% | 0,89% | 0,83% |
| Imóvel, taxas de mercado | 1,11% | 14,20% | 1,12% | 1,16% |
| Imóvel, taxas reguladas | 0,87% | 10,94% | 0,87% | 0,78% |
Quanto fica a parcela de um carro de R$ 60.000
Para ter uma ideia do peso dos juros, a redação fez uma conta apenas ilustrativa: um carro de R$ 60.000 totalmente financiado em 48 parcelas fixas pela tabela Price, à taxa média de 1,96% ao mês, teria parcelas de R$ 1.940,22. No fim, seriam pagos R$ 93.130,68, dos quais R$ 33.130,68 de juros. Com a taxa de um ano antes (2,03% ao mês), a parcela seria de R$ 1.968,07, R$ 27,85 a mais do que hoje. A conta não inclui IOF, tarifas, seguro nem entrada, e cada banco cobra a sua taxa: na prática, o custo efetivo total (CET) é maior.
O que isso muda para você
Antes de fechar um financiamento, compare o CET de pelo menos três instituições, e não só a taxa de juros: ele inclui IOF, tarifas e seguros. Dar uma entrada maior e encurtar o prazo reduzem bastante o total pago em juros.
No imóvel, as linhas com taxas reguladas costumam ser mais baratas, mas têm limite de valor do imóvel e de renda. Quem tem saldo no FGTS pode usá-lo na entrada ou para amortizar o saldo devedor, o que também diminui os juros.
Sobre os dados
- Fonte: Banco Central do Brasil, Estatísticas monetárias e de crédito; taxas médias de juros das novas operações com pessoas físicas, séries do SGS (ao mês e ao ano): aquisição de veículos 25471 e 20749 (recursos livres); financiamento imobiliário total 25499 e 20774, com taxas de mercado 25497 e 20772 e com taxas reguladas 25498 e 20773 (recursos direcionados).
- Mês de referência: setembro de 2026. As taxas são médias das novas contratações, ponderadas pelo valor. A simulação da parcela (tabela Price) foi feita pela redação e é apenas ilustrativa.
- Dados consultados em 01/11/2026, às 14:38 (horário de Brasília).
Matéria produzida automaticamente pela Redação Ritmo Econômico a partir de dados oficiais, sem interpretação de terceiros.
Fonte: Banco Central do Brasil (SGS) · atualizado em 01/11/2026, 14:38
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